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Gateway apresentou 3ª edição do Barómetro Nacional da Quebra no Retalho (2010)

  • 03/11/2010, Lisboa

  • Elaborado pela PremiValor Consulting, o estudo refere-se à análise da quebra desconhecida com dados referentes a 2009, estimando-se que esta se situe em 147 milhões de euros, correspondente a 1,03% do volume de vendas.

 

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A Gateway Portugal, líder nacional em soluções de segurança electrónica para o retalho, pertencente ao grupo Gunnebo, anunciou ontem em Belém - num evento que reuniu parceiros, clientes e jornalistas -, os dados da 3ª edição do Barómetro Nacional do Furto no Retalho (2010) - um estudo independente, elaborado pela PremiValor Consulting. Na análise à quebra desconhecida com dados referentes a 2009, estima-se que esta se situe em 1,03% do volume de vendas, cerca de 147 milhões de euros do valor da quebra total. Destaque ainda para o facto do investimento em equipamentos anti-furto ter correspondido em 2009  a 0,081% do volume de vendas das empresas do sector do Retalho em Portugal respondentes ao estudo. Tal valor representa um crescimento face a 2008, que registou um valor de 0,077%. É importante ter em conta que o peso do investimento em equipamentos de segurança foi inferior ao peso da Quebra Desconhecida nas vendas.

Pelo terceiro ano consecutivo é elaborado este estudo que incide exclusivamente sobre os retalhistas nacionais, tendo um cariz mais abrangente e procurando abordar novas vertentes, na expectativa de ir mais além do que os estudos já existentes no mercado e conhecer as reais preocupações e necessidades dos retalhistas nacionais.

"Existem muitos estudos sobre a realidade do Retalho no geral, mas a importância dos parceiros nacionais deste sector é fulcral para o entendimento das suas reais necessidades. Porque a cultura Europeia e Mundial não é a cultura de cada país, estudos internacionais são excelentes para comparativos da situação do nosso país com a de outros, mas acabam por vezes, por não reunir as especificidades da realidade Portuguesa. Esta é já a terceira edição de um estudo que aborda a temática do Retalho Nacional, uma ferramenta de marketing ao dispor de todo o retalhista", adianta Carlos Truta, director geral da Gateway Portugal.

O objectivo do barómetro passa por contribuir para uma melhor compreensão do tema da Quebra Desconhecida no sector do Retalho nacional, bem como conhecer as principais origens da quebra desconhecida, o seu impacto nas organizações, as necessidades e expectativas das empresas de Retalho face à quebra desconhecida, as tecnologias existentes, e as oportunidades de melhoria para mitigar o risco, tendências, etc.

"Saber que artigos são mais furtados e que soluções existem para proteger livremente e em segurança, promovendo as vendas e assegurando uma experiência de compra positiva, são dados essenciais ao bom funcionamento do negócio", afirma João Fanha, director de marketing da Gateway Portugal.

Existindo já alguns estudos sobre esta temática da Quebra Desconhecida, ao nível europeu e mesmo Mundial, este intitula-se um estudo única e exclusivamente dedicado ao mercado nacional, sendo a PremiValor pioneira nesta iniciativa, com o 1º número em 2008. Agora com o lançamento da 3ª edição, vem-se dar a continuidade desejada ao projecto, sempre com o apoio da Gateway.

O presente estudo teve como suporte a realização de questionários escritos dirigidos às empresas de dimensão relevante do sector do Retalho em Portugal. O número de retalhistas respondentes ao questionário tem vindo a aumentar desde a sua primeira edição, em 2008 e nesta terceira edição conta já com respostas de 51 insígnias operantes em Portugal. Um dado significativo que demonstra o sucesso das edições anteriores e que traz maior fiabilidade a esta terceira edição.

A quebra total é constituída por quebra conhecida e desconhecida. Assim, de entre os valores totais de quebra é notório que a evolução recente é a de uma redução do peso da quebra desconhecida no peso da perda total. Enquanto que em 2007 a quebra desconhecida representava 71,96% da quebra total, em 2008 esse valor diminuiu para 66,57% e em 2009 voltou a diminuir para 58,73%.

Na análise mais concretamente à quebra desconhecida com dados referentes a 2009, e tendo em conta a amostra de empresas respondentes ao estudo, estima-se que esta se situe em 1,03% do volume de vendas, o que representa uma diminuição face aos valores verificados nas duas edições anteriores: 2007 registou uma percentagem de 1,04% do volume de vendas, 2008 observa-se um aumento de 11,5%, ou seja, o total de 1,16%.

O trabalho de campo foi efectuado entre Abril e Outubro de 2010. Os dados presentes neste estudo, reportam-se a anos completos, tendo como focus de análise o ano 2009.

Aproximadamente 67% das empresas inquiridas consideraram que a rendibilidade das respectivas organizações é afectada pelo fenómeno da quebra desconhecida, uma vez que como em diversos outros sectores de actividade da sociedade portuguesa, o sector do retalho considera que as quebras desconhecidas são um problema que afecta directamente o seu negócio.

Tradicionalmente as Quebras Desconhecidas (ou "Shrinkage") poderão ser originadas nas seguintes fontes: Furto de bens ou dinheiro por parte de clientes; furto de bens ou dinheiro por parte de funcionários; erros no fornecimento por parte dos fornecedores e erros de processos (p.e. erros contabilísticos).

Em 2009 foram registados:

  • Clientes - 51%
  • Empregados - 23%
  • Erros Internos - 16%
  • Fornecedores - 7%
  • Outros - 4%

As categorias de Acessórios de Moda e Cosméticos são aquelas que o Retalho considera serem as mais afectadas pelo fenómeno  de "Shrinkage", com 15% e 14% respectivamente. O ano passado (2ª edição) ocupava este lugar as categorias de Pequenos Equipamentos Electrónicos e CD/DVD/Jogos.

Ao nível da grande distribuição os principais produtos afectados são as bebidas alcoólicas (22%), os cosméticos (24%) e as laminas de barbear (13%).

Os Cosméticos (13%) encontram-se entre os artigos indicados como prioritários ao nível de protecção, seguidos pelos Acessórios de moda (12%), CD/DVD/Jogos (9%) e Têxtil Lar (9%).

No que à protecção na origem respeita, os produtos mais mencionados pelos retalhistas como os que actualmente são mais protegidos por este sistema são: Calçado; Acessórios de Moda; Vestuário; Cosméticos; e as Bebidas Alcoólicas. Na área da grande distribuição, os produtos que são considerados prioritários são: lâminas de barbear; bebidas alcoólicas; e CD/DVD/Jogos. É relevante ter em consideração a presença desta dispersão acentuada na preocupação dos respondentes sobre quais os produtos para os quais a protecção na origem terá mais interesse. Tal indicia grande variabilidade da utilização deste meio de protecção.

De entre os respondentes que comercializam produtos de marca branca é notório que a Quebra Desconhecida afectou mais os produtos de marca do que os produtos de marca branca. Ainda assim, 40% dos respondentes considera que não houve diferenças na incidência de Quebra Desconhecida entre produtos de marca e marca branca. Em nenhum caso foi referido maior quebra nos produtos de marca branca

O volume de negócios da actividade relativa à Segurança Electrónica em 2008 deverá ter representado cerca de 90 milhões de euros, uma evolução do volume de negócios da actividade de Segurança Electrónica em Portugal se constatarmos que de 2006 para 2008 o volume de negócios deverá ter registado um crescimento de cerca de 8%.

Para explicar estes valores, pode-se observar o panorama sobre os investimentos em segurança electrónica do sector do Retalho: Os sistemas EAS abrangeram aproximadamente 61% dos gastos efectuados (face a 42,86% em 2007 e a 43,1% em 2008); o investimento em CCTV apresentou 29% dos investimento em segurança electrónica (49,29% em 2007 e 46,54% em 2008). A protecção de equipamentos electrónicos representou em 2009 10% do investimento efectuado (8% em 2007 / 10% em 2008).

Quanto às preferências pela tecnologia operante utilizada pelos respondentes nos sistemas EAS, esta recai sem dúvidas na rádio frequência com 74%, registando-se um aumento da utilização da rádio frequência em detrimento das demais tecnologias face aos anos anteriores (2007 e 2008).

As etiquetas adesivas continuam a ser a solução que a maioria das empresas adopta (76,47%), notando-se uma tendência de utilização crescente; e as etiquetas rígidas são recursos utilizados por cerca de 59% das organizações respondentes. É também de denotar uma maior adopção do cablelock como solução, tendo esta passado de cerca de 28% para aproximadamente 41% de representatividade de 2008 para 2009. Mas é na grande distribuição que existe uma maior variabilidade de soluções adoptadas no combate ao furto, desde vitrinas, passando por etiquetas e terminando no CCTV.

A não protecção dos produtos também tem um peso bastante significativo (aproximadamente 20% das escolhas), o que demonstra que existem algumas categorias de produtos que ainda continuam expostos à Quebra Desconhecida no Retalho.

A maioria dos respondentes considera que os fornecedores de equipamentos anti-furto deverão focalizar como prioridade estratégica o aspecto "qualidade" dos produtos e "apoio técnico prestado". E embora o desenvolvimento de soluções à medida tenha perdido a expressividade em relação a 2008, continua a ser um factor de relevância para os respondentes daí a importância de um projecto de prevenção de quebras à medida do parceiro.

"A importância da quebra desconhecida é, desta forma, bastante visível no aumento do investimento em dispositivos de segurança pelas organizações do sector do Retalho em Portugal e na escolha a recair por empresas que ofereçam maior leque de escolha com potencialidade de ligação entre elas", afirmou José Leocádio, director comercial da Gateway Portugal.

Principais conclusões:

Existindo à data apenas dados relativos ao ano de 2008, admite-se que o Sector do Retalho acompanha aproximadamente a taxa de crescimento real da economia portuguesa (-2%).

Em 2009 chega-se a um volume de negócios de 14,310 milhões de euros, com uma estimativa da quebra desconhecida de 147 milhões de euros, ou seja, 1,03% do volume de negócios.

Comparativamente, na anterior edição do estudo tendo por base dados das empresas respondentes referentes a 2008, a estimativa da perda desconhecida era 1,16% do volume de negócios em 2008, cerca de 15,343 milhões de euros, resultando, portanto, um valor de cerca de 177 milhões de euros.

Numa perspectiva temporal menos alargada, estimam-se que as perdas com a Quebra Desconhecida no Retalho em UCDR's sejam de aproximadamente 403 mil euros por dia, ou seja quase 17 mil euros por hora.

Conclusões-chave:

  • quebra desconhecida diminuiu de 1,16% para 1,03%;
  • Valor de quebra (estimada) em 2009 = 147 milhões de euros (VS 2008 = 177 milhões de euros);
  • Produtos mais furtados - As categorias de Acessórios de Moda e Cosméticos são aquelas que o Retalho considera serem as mais afectadas pelo fenómeno  de "Shrinkage", com 15% e 14% respectivamente. O ano passado (2ª edição) ocupava este lugar as categorias de Pequenos Equipamentos Electrónicos e CD/DVD/Jogos. Ao nível da grande distribuição os principais produtos afectados são as bebidas alcoólicas (22%), os cosméticos (24%) e as laminas de barbear (13%). Os Cosméticos (13%) encontram-se entre os artigos indicados como prioritários ao nível de protecção, seguidos pelos Acessórios de moda (12%), CD/DVD/Jogos (9%) e Têxtil Lar (9%);
  • Avaliando a proporção de quebras desconhecidas por categorias/secção é notório que as categorias de Desporto, Animais e Jardim e Health & Beauty são as que registam maiores quebras em função do volume de vendas;
  • Divisão da quebra desconhecida - diminui o furto por parte dos clientes (51%); mantém-se as percentagens de furto pelos empregados (23%) e a dos erros internos (16%); e aumenta o furto pelos fornecedores (7%). 4% pertence a Outros;
  • Crescimento da procura por etiquetas adesivas, que continuam a ser a solução que a maioria das empresas adopta (76,47%), notando-se uma tendência de utilização crescente;
  • Factores mais importantes na decisão por uma solução de segurança - preço, utilização, design, facilidade de manutenção, facilidade de interagir com outros sistemas, etiquetas alarme mais reduzidas, fiabilidade e resistência; interacção com os sistemas já existentes em loja;
  • O que os clientes procuram -antenas mais discretas e estreitas, antenas que funcionem a distâncias maiores, etiquetas de alarme mais pequenas e resistentes, protecção na origem, protecção contra os designados sacos térmicos.

A título do impacto que a quebra coloca, o barómetro apresenta ainda para cada montante de volume de negócios, o número de postos de trabalho (assumindo colaboradores que aufiram um ordenado base equivalente a dois salários mínimos de 2009, 900€, um valor próximo do salário médio em Portugal). Assim, uma taxa de Quebra Desconhecida de 1,03% numa empresa com um volume de facturação na ordem dos 50 milhões de euros, corresponderá um volume total de quebra de 515,000 euros, ou seja, o equivalente em termos de "total cost" de 33 colaboradores nas condições de trabalho indicadas acima.

"Com base na experiência e conhecimentos adquiridos desde a primeira edição do barómetro, nesta terceira edição procurámos aprofundar a compreensão de mais aspectos inerentes ao tema que mostraram de extrema relevância para as organizações intervenientes nos diversos segmentos da cadeia de valor do Sector do Retalho em Portugal", afirma Telmo Vieira, Managing Partner da PremiValor Consulting. "Tivemos uma óptima base para fazer o estudo, com 51 insígnias de referência na área do retalho em Portugal. A PremiValor Consulting mantém o compromisso de não só continuar o trabalho desenvolvido até aqui, mas também melhorar, no sentido de tornar o Barómetro ainda mais representativo e esclarecedor em futuras edições", conclui o responsável.

Com a apresentação do estudo, os visitantes puderam beneficiar da experiência de outros temas relacionados com a temática do furto, nomeadamente a apresentação de um case-study da marca L'OREAL apresentado pelo Eng.o Gonçalo Cordeiro, director logístico da L'Oreal Portugal.

Este ano, houve ainda destaque para a abordagem às estratégias de combate ao furto bem como para o tratamento penal para o furto no retalho: A legislação sobre segurança e sua aplicabilidade e a segurança de pessoas e bens nos estabelecimentos comerciais apresentada pela Dra. Sofia Mendes Martins, da Abreu Advogados; e as estratégias para o controlo das fontes de risco criminal, tema apresentado pelo Dr. Luís Filipe Jorge de Almeida Guerra, subintendente da PSP.

A terceira edição do Barómetro Nacional da Quebra Desconhecida no Retalho 2010 teve lugar no Hotel Altis Belém, perto da Doca do Bom Sucesso, em Lisboa, num evento que durou das 9h às 13h.


Sobre a Gateway Portugal

A Gateway Portugal é a empresa fornecedora líder no mercado nacional de soluções de segurança electrónica e de prevenção de quebra no retalho. Criada em 1984 na Suécia, a Gateway entra em Portugal no ano 2000, e em Dezembro de 2004 é adquirida pelo grupo Gunnebo. Actualmente é a única empresa do sector que fabrica e desenvolve quatro tecnologias diferentes - Radiofrequência (RF), Acústico-magnética (AM), Electromagnética (EM) e Rádio-magnética (RM).

Sobre a PremiValor

A PremiValor Consulting presta serviços de excelência em consultoria de gestão, compreendendo as componentes de diagnóstico, recomendação e implementação de soluções, através do empenho e experiência de uma equipa de profissionais altamente qualificados.

Em Portugal, têm vindo a prestar serviços de assessoria em diversos sectores de actividade, públicos e privados, estabelecendo parcerias de longo prazo com os seus Clientes. A PremiValor Consulting dispõe de uma equipa multidisciplinar que garante elevados níveis de especialização com vista à satisfação das necessidades e à efectiva resolução dos problemas dos seus Clientes. A equipa cruza as mais diversas valências, integrando nomeadamente economistas, gestores, engenheiros e juristas. Estas valências complementares e a experiência detida em diversos sectores de actividade públicos e privados, posicionam a empresa de consultoria como criadora de valor para as organizações que a elegem como parceira.

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