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Gateway apresentou a 2ª edição do Barómetro Nacional da Quebra no Retalho (2009)

  • 29/10/2009, Paço D'Arcos - Lisboa

  • Elaborado pela PremiValor Consulting, o estudo apresentado ontem referiu-se à análise da quebra desconhecida com dados relativos a 2008, estimando-se que esta se situe em 1,16% do volume de vendas.

 

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A Gateway Portugal, líder nacional em soluções de segurança electrónica para o retalho, pertencente ao grupo Gunnebo, anunciou ontem o Seminário de lançamento da 2ª edição do Barómetro Nacional do Furto no Retalho (2009) - um estudo independente, elaborado pela PremiValor Consulting. O lançamento teve lugar no Fontana Park Hotel (Saldanha), das 9 às 13 horas. Na análise à quebra desconhecida com dados referentes a 2008, estima-se que esta se situe em 1,16% do volume de vendas. Destaque ainda para o facto de o investimento em equipamentos anti-furto ter correspondido em 2008 a 0,357% do volume de vendas, comparativamente a 2007 com um valor de 0,263%, e que o peso do investimento em equipamentos de segurança foi inferior ao peso da quebra desconhecida nas vendas. Com os resultados deste estudo, ficou claro que o investimento em soluções de segurança tem vindo a aumentar, dada a crescente consciencialização do sector retalho para esta temática.

A Gateway apresentou-se pela segunda vez consecutiva como sponsor oficial, da 2ª edição deste estudo desenvolvido em Portugal, por uma empresa portuguesa, e especificamente dedicado à realidade do mercado do retalho nacional. O objectivo do barómetro passou por contribuir para uma melhor compreensão do tema da Quebra Desconhecida no sector do Retalho nacional, bem como conhecer as principais origens da quebra desconhecida, o seu impacto nas organizações, as necessidades e expectativas das empresas de Retalho face à quebra desconhecida, as tecnologias existentes, e as oportunidades de melhoria para mitigar o risco, tendências, etc.

Existindo já alguns estudos sobre esta temática da Quebra Desconhecida, ao nível europeu e mesmo mundial, este intitula-se um estudo única e exclusivamente dedicado ao mercado nacional, sendo a PremiValor pioneira nesta iniciativa, com o 1º número em 2008. Agora com o lançamento da 2ª edição, vem-se dar a continuidade desejada ao projecto, sempre com o apoio da Gateway.

O presente estudo teve como suporte a realização de questionários escritos dirigidos às empresas de dimensão relevante do sector do Retalho em Portugal. Este ano o número de retalhistas aumentou de 11 para 18 entidades, um dado significativo que demonstra o sucesso da edição anterior e traz maior fiabilidade a esta segunda edição, que representou um agregado de 1875 estabelecimentos comerciais inquiridos com sucesso.

A quebra total é constituída por quebra conhecida e desconhecida. Assim, de entre os valores totais de quebra é notório que a evolução recente é a de uma redução do peso da quebra desconhecida no peso da perda total. De facto, enquanto que em 2007 a quebra desconhecida representava 62,5% da quebra total, em 2008 esse valor diminuiu para 56,5%.

Do mesmo modo já em 2006 se havia verificado uma baixa do peso da quebra desconhecida face ao respectivo peso na perda total na ordem dos 3,8%.

Na análise mais concretamente à quebra desconhecida com dados referentes a 2008, e tendo em conta a amostra de empresas respondentes ao estudo, estima-se que esta se situe em 1,16% do volume de vendas.

Comparativamente a 2007, que registou uma percentagem de 1,04% do volume de vendas, este ano observa-se um aumento de 11,5%,  resultando assim num total de 177 milhões de euros.

O trabalho de campo foi efectuado entre Junho e Setembro de 2009. Os dados presentes neste estudo, reportam-se a anos completos, tendo como focus de análise o ano 2008.

O indicador de Quebra Desconhecida estimado para o segmento Hipermercado/Supermercado foi de cerca de 1,02%. Mas este valor é uma média, sendo que nas organizações de maior dimensão o peso é abaixo do mencionado. Já no segmento Têxtil e Calçado o indicador é substancialmente inferior (0,73%), revelando que esta área do retalho é menos permeável à ocorrência da Quebra Desconhecida. Observa-se assim que o segmento Hipermercados/Supermercados (de carácter alimentar) e o segmento Têxtil e Calçado são os que apresentam maior representatividade neste estudo. O terceiro segmento mais representado é o da Electrónica e Entretenimento, dado que cerca de 17% dos respondentes actuam pelo menos nesta área. De notar que face à anterior edição do estudo (tendo por base, dados referentes a 2007), esta edição registou uma maior dispersão dos sectores representados, ou seja não só participaram mais empresas (de 11 para 18 entidades) como também participaram empresas de áreas que não haviam sido representadas na edição anterior como Desporto, Brico e DYI, Perfumarias, Ópticas e Farmácia e Parafarmácia, entre outras. 

Aproximadamente 71% destas empresas consideraram que a rendibilidade das respectivas organizações é afectada pelo fenómeno da quebra desconhecida, uma vez que como em diversos outros sectores de actividade da sociedade portuguesa, o sector do retalho considera que as quebras desconhecidas são um problema que afecta directamente o seu negócio.

Tradicionalmente as Quebras Desconhecidas (ou "Shrinkage") poderão ser originadas nas seguintes fontes:Furto de bens ou dinheiro por parte de clientes; furto de bens ou dinheiro por parte de funcionários; erros no fornecimento por parte dos fornecedores e erros de processos (p.e. erros contabilísticos).

Em 2008 os clientes foram considerados responsáveis por 55% da quebra desconhecida, no entender dos respondentes, denotando uma ligeira redução face a 2007. Os empregados com 23% e os erros internos 16% encontram-se sequencialmente na lista das principais fontes de quebra desconhecida em Portugal.

Quanto aos principais alvo de furto que o estudo apurou, as categorias de Pequenos Equipamentos Electrónicos e CD/DVD/Jogos são aquelas que o retalho considera serem as mais afectadas pelo fenómeno de "Shrinkage", sendo indicados como prioritários ao nível de protecção, seguidos pelos Perfumes, Cosméticos, Acessórios de moda e Vestuário. Avaliando a proporção de quebras desconhecidas por categorias/secção é notório que as categorias de Health and Beauty e Animais e Jardim são as que registam maiores quebras em função do volume de vendas, com valores médios de 3% e 2,6% respectivamente.

No que diz respeito à protecção na origem, as bebidas alcoólicas, o calçado, os cosméticos, o vestuário e os tinteiros foram mencionados como os que actualmente são mais protegidos por este sistema. Ainda no campo da protecção na origem, os inquiridos revelaram que os produtos para os quais os retalhistas mais desejavam que fosse aplicado este sistema são os Perfumes, CD/DVD/Jogos, Pilhas e outros Cosméticos.

De referir ainda que de entre os respondentes que comercializam produtos de marca branca é notório que a quebra desconhecida afectou mais os produtos de marca do que os produtos de marca branca.

O volume de negócios da actividade relativa à Segurança Electrónica em 2008 deverá ter representado cerca de 90 milhões de euros, uma evolução do volume de negócios da actividade de Segurança Electrónica em Portugal se constatarmos que de 2006 para 2008 o volume de negócios deverá ter registado um crescimento de cerca de 8%. A título de exemplo, sistemas como o CCTV representaram uma aposta de 29 milhões de euros, e sistemas anti-furto um valor de 15,750 milhões. Os sistemas CCTV abrangeram aproximadamente 47% dos gastos efectuados pelos respondentes em segurança electrónica, enquanto o investimento em EAS apresentou 43,1%.

Neste âmbito, destaque ainda para o crescimento da aposta em sistemas de merchandising seguro, como protecção por circuito de equipamentos electrónicos - leitores de MP3, telemóveis, PDA, smartphones, entre outros. Efectivamente, sendo este um mercado em franca expansão e em constante evolução, a necessidade de protecção crescente é também compreensível. A aposta nestas soluções sobe de 7,9% (2007) para 10,4% (2008), o que representa um crescimento acima dos 40% em apenas um ano.

O investimento em equipamento anti-furto correspondeu em 2008 a 0,357% do volume de vendas. Tal valor representa um ligeiro crescimento face a 2007, que registou um valor de 0,263%. Um cenário similar se passa em relação a 2006 em que o investimento foi de 0,136% do volume de vendas. É importante ter em conta que o peso do investimento em equipamentos de segurança foi inferior ao peso da quebra desconhecida nas vendas.

No que toca à tecnologia anti-furto mais utilizada pelos respondentes nos sistemas EAS, a rádio frequência destaca-se claramente com 72% da preferência dos retalhistas, seguida da tecnologia acústico magnética com 27%. Quanto às soluções de protecção complementares, as etiquetas adesivas são que a maioria das empresas adopta (67%), mas por outro lado o recurso a vitrinas fechadas ainda é adoptado por 56% das empresas respondentes. A terceira solução mais adoptada foram as etiquetas rígidas ou hard tags.

No que diz respeito às preferências na aquisição de equipamento, os retalhistas destacam "Antenas mais discretas e estreitas"; "antenas que funcionem a distancias maiores entre si, permitindo entradas mais largas"; "etiquetas de alarme mais pequenas e resistentes a vandalismo"; "protecção intensa na origem com alarmes que não fossem inibidos pelo metal"; e "protecção contra os designados sacos térmicos".

E no momento da escolher um fornecedor de soluções anti-furto, as empresas inquiridas tendem a optar maioritariamente por um fornecedor que possua diversos tipos de soluções ao nível dos equipamentos de segurança, sendo que 35,7% preferem uma empresa focalizada em sistemas anti-furto e apenas 21,4% são indiferentes entre ambas opções.

A maioria dos respondentes considera que os fornecedores de equipamentos anti-furto deverão focalizar como prioridade estratégica o aspecto "qualidade" dos produtos e "desenvolvimento de soluções à medida dos clientes", daí a importância de um projecto de prevenção de quebras à medida do parceiro.

A importância da quebra desconhecida é, desta forma, bastante visível no aumento do investimento em dispositivos de segurança pelas organizações do sector do Retalho em Portugal e na escolha a recair por empresas que ofereçam maior leque de escolha com potencialidade de ligação entre elas.

Principais conclusões:

Admitindo que a evolução do volume de negócios em relação a 2007 do Sector do Retalho acompanha aproximadamente a taxa de crescimento real da economia portuguesa (0%) chega-se a um volume de negócios em 2008 de cerca de 15.343 milhões de euros.

O investimento em segurança e controlo é essencial para o combate à Quebra Desconhecida. Não sendo possível erradicar totalmente a Quebra Desconhecida, cabe a cada empresa determinar o seu nível óptimo de investimento em segurança. Para o efeito os responsáveis do retalho deverão equacionar entre outras as seguintes vertentes do seu negócio:

Segmento do Retalho em que se encontram presentes; Principais localizações; Dimensão; Potencial de redução de Quebras. A avaliação tanto do custo marginal do Investimento em prevenção e controlo como dos ganhos marginais de redução da Quebra Desconhecida são processos que devem ser aferidos numa perspectiva de continuidade no tempo, e não apenas com base num modelo estático de avaliação de custos e ganhos.

Conclusões-chave:

- A quebra desconhecida cresceu de 1,04% para 1,16%

- Valor de quebra (estimada) em 2008 = 177 milhões de euros

- Produtos mais furtados - Os CD/DVD/Jogos e os pequenos equipamentos electrónicos encontram-se entre os artigos indicados como prioritários ao nível de protecção, seguidos pelos Perfumes, Cosméticos, Acessórios de moda e Vestuário.

- Divisão da quebra desconhecida - cresce o furto de empregados e diminui o furto por parte dos clientes

- Crescimento da procura por soluções de protecção por circuito / merchandising seguro em mais de 40%

- Factores mais importantes na decisão por uma solução de segurança - preço, utilização, design, facilidade de manutenção, facilidade de interagir com outros sistemas, etiquetas alarme mais reduzidas, fiabilidade;

- O que os clientes procuram -antenas mais discretas e estreitas, antenas que funcionem a distâncias maiores, etiquetas de alarme mais pequenas e resistentes, protecção na origem, protecção contra os designados sacos térmicos.


"Com base na experiência e conhecimentos adquiridos nesta edição procurámos aprofundar a compreensão de mais aspectos inerentes ao tema que mostraram de extrema relevância para as organizações intervenientes nos diversos segmentos da cadeia de valor do Sector do Retalho em Portugal", afirma Telmo Vieira, Managing Partner da PremiValor Consulting. "Tivemos uma óptima base para fazer o estudo, com 18 empresas de referência na área do retalho em Portugal, um franco crescimento face a 2007 com 11 empresas. A PremiValor Consulting mantém o compromisso de não só continuar o trabalho desenvolvido até aqui, mas também melhorar, no sentido de tornar o Barómetro ainda mais representativo e esclarecedor em futuras edições", conclui o responsável.

"A Gateway surge como patrocinadora oficial pelo segundo ano consecutivo, pois posicionamo-nos no mercado como uma empresa preocupada com a temática do furto. Objectivamos uma maior aproximação ao mercado, na medida em que ter conhecimento do que se passa no retalho nacional é primordial para a elaboração de projectos de prevenção de quebras à medida das necessidades de cada sector e das especificidades de cada retalhista dentro deste, desde a grande distribuição ao têxtil, passando pela electrónica, entre outros sectores do mercado nacional", afirma Carlos Truta, director geral da Gateway Portugal.

A 2ª edição do Barómetro Nacional da Quebra no Retalho (2009) foi apresentada num seminário organizado pela GATEWAY, que contou com apresentações de case studies de várias insígnias de renome nacional, tais como o Grupo Jerónimo Martins e o Grupo Despomar, entre muitas outras. Destacou-se este ano as implicações fiscais inerentes à quebra desconhecida: A visão empresarial ficou a cargo da PriceWaterhouseCoopers e a visão estatal foi abordada pelo Dr. Guilherme D'Oliveira Martins, adjunto do Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais.


Sobre a Gateway Portugal

A Gateway Portugal é a empresa fornecedora líder no mercado nacional de soluções de segurança electrónica e de prevenção de quebra no retalho. Criada em 1984 na Suécia, a Gateway entra em Portugal no ano 2000, e em Dezembro de 2004 é adquirida pelo grupo Gunnebo. Actualmente é a única empresa do sector que fabrica e desenvolve quatro tecnologias diferentes - Radiofrequência (RF), Acústico-magnética (AM), Electromagnética (EM) e Rádio-magnética (RM).


Sobre a PremiValor

A PremiValor Consulting presta serviços de excelência em consultoria de gestão, compreendendo as componentes de diagnóstico, recomendação e implementação de soluções, através do empenho e experiência de uma equipa de profissionais altamente qualificados.

Em Portugal, têm vindo a prestar serviços de assessoria em diversos sectores de actividade, públicos e privados, estabelecendo parcerias de longo prazo com os seus Clientes. A PremiValor Consulting dispõe de uma equipa multidisciplinar que garante elevados níveis de especialização com vista à satisfação das necessidades e à efectiva resolução dos problemas dos seus Clientes. A equipa cruza as mais diversas valências, integrando nomeadamente economistas, gestores, engenheiros e juristas. Estas valências complementares e a experiência detida em diversos sectores de actividade públicos e privados, posicionam a empresa de consultoria como criadora de valor para as organizações que a elegem como parceira.

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