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A problemática dos espaços confinados: definição (Parte 2)


 

Uma das maiores preocupações da actividade laboral, suportada pelas orientações emanadas pelas convenções da OIT(1), pelos sistemas normativos OSHA(2) e EN(3), por associações de especialidade, como a ACGIH(4), como também pelo próprio enquadramento legal, baseia-se na expectativa do trabalhador ter as garantias necessárias para que seja possível executar uma qualquer tarefa em condições de higiene e segurança, e assim fazer cumprir um dos seus direitos fundamentais, o direito à vida.

De acordo com o NIOSH(5), o termo Espaço Confinado refere-se a todo o espaço cuja arquitectura se caracterize pelos acessos limitados, com ventilação natural deficiente, podendo conter ou produzir contaminantes, não sendo suposta a sua utilização com presença permanente de trabalhadores. O número exacto de trabalhadores que morrem e/ou se ferem a cada ano em acidentes em espaços confinados é desconhecido. O NIOSH, elaborou um estudo sobre os espaços confinados onde analisou 20.000 relatórios de acidentes durante um período de três anos. A análise desses relatórios mostrou que ocorreram 234 mortes e 193 feridos, relacionados com 276 incidentes em espaços confinados.

Os empregados nomeados para trabalhar em espaços confinados, não são as únicas pessoas em risco. Um estudo realizado em 1986, também pelo NIOSH, demonstrou que mais de metade das mortes em espaços confinados, era dos vigias! A segurança no trabalho assume na actualidade um papel de destaque, pois aborda a preservação da vida e da saúde dos trabalhadores.

Os investimentos feitos na Segurança Laboral, há muito que deixaram de ser considerados como um custo! Se o argumento da preservação da vida humana não fosse só por si suficiente, os empresários começam a ser "obrigados" a respeitar as exigências legais, as imposições feitas pelas companhias de seguros ou mais que não seja, garantir o cuidado da imagem da empresa uma vez que na actualidade, qualquer acidente mortal pode comprometer o esforço feito durante anos.

Artigo escrito por Nuno Martins - Tecniquitel