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A problemática dos espaços confinados: legislação e responsabilidade (Parte 3)


 

O carácter obrigatório imposto pela legislação fez com que o tema da Segurança deixasse de ser considerado uma opção, para se tornar numa obrigação para as partes envolvidas (empresas e trabalhadores). Pese embora o facto de na actualidade usufruirmos dos progressos da humanidade em relação aos aspectos tecnológicos, como também nos métodos de trabalho, continua a ser imprescindível que os trabalhadores realizem tarefas dentro de espaços confinados, submetendo-se aos riscos inerentes a estes ambientes.

Actualmente as técnicas de análise de risco, permitem identificar os perigos e classificar os riscos que possam comprometer a segurança e a saúde dos trabalhadores. Mas uma das grandes dificuldades para com os espaços confinados, é que nem todas as pessoas envolvidas sabem como identificá-los e/ou distingui-los de outros locais de trabalho, sendo a maior dificuldade avaliar o risco envolvido nos trabalhos que neles irão ser executados.

Para um leigo, executar uma tarefa dentro ou fora de um espaço confinado, a atitude e o comportamento regra geral serão os mesmos. Sendo que, no que diz respeito aos riscos presentes dentro de um espaço confinado, são potencialmente mais perigosos e letais do que os riscos encontrados fora deles! Dando como exemplo os gases, que não são (na sua maioria) detectáveis pelo olfacto, visão ou tacto!

É crucial alertar os agentes envolvidos em tarefas que se executem dentro de um espaço confinado, que a maior probabilidade de acontecer um acidente, resulta de tarefas simples e rotineiras e que os acidentes de trabalho relacionados com espaços confinados, normalmente resultam em danos sérios ou mesma na morte.

Artigo escrito por Nuno Martins - Tecniquitel